
Vida Previdência

Cerca de 4 milhões de portugueses têm seguro de saúde. Num país com aproximadamente 10 milhões de habitantes, isso representa 40% da população. E o número continua a crescer, com taxas a dois dígitos no segmento das pequenas e microempresas. Mas o que leva cada vez mais pessoas a contratar um seguro de saúde? E para quem ainda não tem, vale mesmo a pena?
Este artigo baseia-se numa conversa com Tiago Felgueira, que trabalha na AdvanceCare há 24 anos e é actualmente Diretor de Produto, no podcast Real Vida Seguros. A AdvanceCare gere a plataforma de saúde que suporta os seguros de saúde da Real Vida Seguros.
Os dados que Tiago Felgueira partilhou no podcast Real Vida Seguros dão uma boa fotografia do mercado atual. Os 4 milhões de segurados distribuem-se de forma equilibrada: cerca de 50% em seguros corporativos, contratados pelas empresas para os seus trabalhadores, e 50% em seguros de retalho, contratados directamente por particulares.
O crescimento acelerou com a pandemia. “As pessoas começaram a ter uma preocupação cada vez maior com a saúde”, diz Felgueira. Os estudos sobre benefícios valorizados na contratação mostram que, a seguir ao salário, o seguro de saúde é o mais mencionado. Passou de benefício secundário a um factor de decisão.
O segmento corporativo sempre existiu, mas estava concentrado nas grandes empresas. As médias e grandes empresas já contratavam seguros de saúde para os seus trabalhadores, nas pequenas e microempresas essa prática era menos frequente.
Mas isso está a mudar. “O segmento que nós temos visto com o maior crescimento são as PMEs. Há uma penetração cada vez maior dos seguros nas pequenas e microempresas, e tem crescido muito, com taxas a dois dígitos”, diz Felgueira.
O que explica esta mudança? Dois fatores combinados. Primeiro, a valorização do seguro de saúde como benefício laboral chegou também às empresas mais pequenas: contratar e reter talento tornou-se mais difícil, e o seguro de saúde é uma das formas mais visíveis de diferenciar o pacote oferecido ao trabalhador. Segundo, os produtos evoluíram para se adaptarem à realidade das PMEs, com preços e coberturas ajustadas a empresas com poucos trabalhadores.
Para o trabalhador, ter um seguro de saúde através da empresa é uma vantagem concreta e imediata: acesso à rede de prestadores, reembolsos, telemedicina e todas as funcionalidades digitais sem o custo individual de um seguro de retalho.
Quando questionados sobre o que valorizam, os segurados apontam consistentemente três componentes, segundo os estudos realizados pela AdvanceCare.
O primeiro é o internamento e a cirurgia. Ninguém contrata um seguro a pensar que vai ser internado no dia seguinte, mas é a cobertura que mais pesa na decisão.
O segundo é a medicina dentária. O SNS não cobre dentistas de uma forma acessível, na prática. “Supostamente existe, mas conseguir encontrar médicos dentistas no SNS é difícil”, diz Felgueira. Um seguro de saúde com a cobertura de medicina dentária resolve uma necessidade real que o sistema público não está a conseguir suprir.
O terceiro é o acesso a consultas com especialistas sem as filas de espera do SNS. Há ainda uma tendência crescente que Felgueira assinala: os portugueses vão cada vez mais diretamente ao especialista, sem passar pelo clínico geral. “Já não queremos ouvir alguém a aconselhar-nos, nós já sabemos tudo e há cada vez uma maior procura pelas especialidades.”
Há uma crítica honesta que Tiago Felgueira faz ao próprio sector: os seguros de saúde foram, durante décadas, seguros de doença. Financiam o tratamento depois de algo correr mal. O nome “seguro de doença” ainda consta em muitos documentos legais.
“Cada vez mais vão ter que estar focados naquilo que é a prevenção”, diz Felgueira. O digital vai ajudar nessa transição. Quando uma consulta está disponível em menos de duas horas, as pessoas agem mais cedo em vez de adiar até que o problema seja inegável. O symptom checker orienta o segurado antes da situação se agravar.

A resposta depende da situação de cada pessoa, mas há alguns critérios objetivos que ajudam a pensar.
Se usa o SNS regularmente para consultas de especialidade e os tempos de espera afetam a sua vida, um seguro de saúde permite eliminar esse problema. Se tem filhos e quer garantir acesso rápido a pediatria, estomatologia e outras especialidades, é a forma mais directa de o fazer. Se tem medicação crónica que exige revisão regular, a telemedicina torna esse processo muito mais simples.
A questão das filas de espera é provavelmente a mais decisiva para a maioria das pessoas. O SNS é gratuito e cobre situações de urgência. Para todo o resto, consultas de especialidade, medicina dentária, meios complementares de diagnóstico, o tempo de acesso é a diferença que mais se sente no dia a dia. Não é uma questão de desconfiar do SNS. É uma questão de não querer esperar dois meses para uma consulta de dermatologia ou de ortopedia quando o problema está a acontecer agora.
Ha uma dimensão do seguro de saúde que raramente aparece na conversa sobre se vale a pena contratar: o impacto no IRS.
O prémio pago pelo seguro de saúde é dedutível a coleta do IRS em 15% do seu valor, até ao limite de 1.000 euros por agregado familiar. Para um casal que entregue a declaração em separado, o limite é de 500 euros por contribuinte. Na prática, uma família que pague 800 euros anuais em prémios de seguro de saúde pode deduzir 120 euros ao imposto a pagar, ou aumentar o reembolso nesse montante.
Esta dedução aplica-se apenas a seguros que cubram exclusivamente riscos de saúde, o que é o caso dos seguros de saúde da Real Vida Seguros. As despesas não comparticipadas pelo seguro, os copagamentos pagos nas consultas e exames, também entram na mesma categoria de deduções de saúde, pelo que o benefício fiscal acumula ao longo do ano.
O processo é, na maior parte dos casos, automático. As seguradoras comunicam directamente à Autoridade Tributaria os valores dos prémios pagos, que aparecem pré-preenchidos na declaração de IRS em meados de março. O segurado deve confirmar que os valores estão corretos antes de submeter a declaração.
Para quem tem filhos ou outros dependentes incluídos no plano, as despesas de saúde de todos os membros do agregado familiar contam para o mesmo limite conjunto de 1.000 euros. Vale a pena verificar o total acumulado no Portal das Finanças antes da entrega da declaração.
O benefício fiscal não é o argumento principal para contratar um seguro de saúde, mas é um factor real que reduz o custo efetivo do seguro ao longo do ano e que muitos segurados não estão a aproveitar por desconhecimento.
Cerca de 4 milhões, o equivalente a 40% da população. O mercado está dividido a meio entre seguros corporativos e de retalho.
O seguro de saúde passou a ser visto como um benefício competitivo na atração e retenção de talento, e porque os produtos evoluíram para se adaptarem a empresas mais pequenas.
Medicina dentária com acesso real a prestadores, consultas de especialidade sem filas de espera longas e acesso à telemedicina. O internamento está coberto pelo SNS, mas o seguro de saúde garante condições e tempos de resposta diferentes.
Cada vez mais. A telemedicina, o symptom checker e o acesso rápido a consultas incentivam uma relação mais proactiva com a saúde.
O crescimento do seguro de saúde em Portugal não é uma coincidência. Reflecte uma combinação de factores: tempos de espera no SNS, valorização da saúde após a pandemia, evolução dos produtos, que tornam o seguro de saúde uma opção cada vez mais racional para um espectro mais largo de pessoas e empresas.
Se está a ponderar contratar um seguro de saúde, a Real Vida Seguros tem três opções com acesso à rede AdvanceCare:
Real Seguro de Saúde Doenças Graves
Pode também consultar os prestadores disponíveis na sua área no diretório da AdvanceCare do website da Real Vida Seguros.
Fale com um agente da Real Vida Seguros para perceber qual o seguro de saúde mais indicado para si, sem compromisso.

Fontes e revisão editorial
Âmbito: Crescimento do mercado de seguros de saúde em Portugal, perfil dos segurados e critérios de decisão na contratação.
Autoria: Equipa editorial Real Vida Seguros, especializada em seguros de saúde.
Base editorial: Entrevista com Tiago Felgueira, Diretor de Produto na AdvanceCare, no podcast Real Vida Seguros.
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