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Artigo publicado em 16/05/2018

3 Factos que prevêem que a Segurança Social pode não vir a pagar a sua reforma no valor que pretende

O debate em torno da (in)suficiência do sistema público português de pensões tem reacendido nos media com alguma regularidade. Por ser um assunto recorrente e altamente relevante para a maioria dos cidadãos portugueses profissionalmente activos, vamos esclarecer em seguida a forma como são financiadas as reformas em Portugal e apontar fragilidades a ter em conta. No final do artigo veja quais os produtos que podem permitir pagar a reforma no valor que pretende e que fez por merecer.

O financiamento da sua reforma em apenas dois dedos de conversa

Para percebermos o actual estado do sistema público de pensões é fundamental saber como são financiadas as reformas em Portugal. Teoricamente os tipos de financiamento são apenas 2:

  1. O chamado “Sistema de Repartição” em que o valor da reforma é definido à partida. Ou seja, o trabalhador ao entrar no sistema sabe à partida qual será a reforma a que terá direito, desde que cumpra com as regras pré definidas. Neste caso, o número de ano de descontos é fixo mas a pessoa poderá viver muitos e largos anos enquanto reformado com o consequente ónus/risco a recair no Estado.
  2. O chamado “Sistema de Capitalização ” em que o valor da pensão  resulta do total das contribuições monetárias que o trabalhador fez ao longo da sua vida profissional que são investidas em activos cujo valor varia ao longo dos anos. Neste caso, é o contribuinte que assume o risco inerente ao retorno do investimento bem como é o contribuinte que tem de garantir que as suas poupanças são adequadas para suprir as suas necessidades financeiras na reforma.
E na prática?
Como são realmente financiadas as reformas em Portugal?

É importante falarmos sobre o esquema de repartição, porque este é um dos princípios alvo de mais debates, pela sua fragilidade. Se não vejamos, este esquema baseia-se na lógica de que são os trabalhadores no activo – através das suas contribuições para a Segurança Social – que suportam as pensões dos reformados. Opiniões à parte, num país com perfeito equilíbrio entre trabalhadores activos e reformados, o sistema teria um grande potencial para funcionar. Porém, torna-se óbvio que há uma mão cheia de “senãos” à qual nos atrevemos de designar por “Realidade crua e dura”:

A Esperança média de vida vs a Esperança média de trabalho

As pessoas já vivem muitas vezes mais anos “em modo de reforma” do que em “modo de trabalho ativo”. A explicação é simples: a medicina tem contribuído para o aumento da vida humana! Ainda bem para nós, usufruirmos mais os nossos netos e bisnetos, mas “ainda mal” para os cofres do Estado e por consequência para a nossa conta bancária que pode vir a sofrer com a insuficiência da Segurança Social.

Sabia que a esperança média de vida para os homens é de cerca de 77.6 anos e de 83.3 anos para as mulheres?

E sabia que também de acordo com a Pordata, em 1983 por cada 100 profissionais activos eram pagas 23 pensões pela Segurança Social, sendo que em 2016 esse valor subiu para brutalmente para 39.3?  Imagine o agravamento tendencial das contas públicas.

Note-se que os pensionistas aumentaram de 8.727 em 2016 para 12.298 em 2017, aumentando a despesa com as pensões de aposentação e reforma, segundo o CFPA.

A matemática é simples: se a esperança média de vida continua a aumentar, aumentam também o número de prestações da reforma e por isso o saldo financeiro da Segurança Social pode ser insuficiente para pagar a reforma que ambiciona durante o seu período de reforma.

Seniores reformados vs pais em pré-menopausa

Já deixou há muito de ser segredo que a população mundial está cada vez menos fértil e opta em simultâneo por ter filhos mais tarde e em menor número. Em Portugal começa a ser uma situação crítica.

Portugal apresenta uma das mais baixas taxas de natalidade do Mundo (1.36 crianças por cada 100 mulheres, dados do INE).

Efectivamente no nosso país nascem cada vez menos bebés. Se a tendência se mantiver, deixaremos rapidamente de ter uma força de trabalho capaz de sustentar os seus “pais” e “avós”.

A cereja no topo do bolo: reformas maiores

O valor das pensões para 2020 foi actualizado. Os aumentos oscilam entre 0,24 e 0,7 por cento. Também há novos valores para as pensões mínimas (Deco, 2020).

Meta mãos à obra: Garanta a reforma que merece

Para quem se preocupa com a sua reforma futura, a realidade é, como acima referimos:

  • O valor médio das pensões subiu para mais do dobro em apenas 15 anos;
  • Deparamo-nos com uma “mistura” de uma natalidade que decresce acentuadamente e de uma longevidade que aumenta;
  • Consequência directa num futuro próximo: os contribuintes irão passar a receber uma reforma correspondente a uma percentagem progressivamente menor, face ao último salário que auferiam, podendo eventualmente descer aos 50% – 65% do mesmo em certas situações.

O 1º passo para garantir a reforma que merece é subscrever um PPR…já!

Quanto mais cedo na sua vida activa subscrever um PPR, mais anos de poupança garante, quando mais dela precisar. Se tem mais de 40 anos, já vai tarde, por isso apresse-se. O ideal é começar aos 30. À medida que constrói a sua carreira, vai garantindo uma reforma de sonho. É apenas justo e no fim, infelizmente necessário!

O 2º passo para usufruir de uma reforma justa é pesquisar e escolher o melhor PPR

Sugerimos que conheça os PPR com capital e taxa garantida e os PPR sem capital garantido (mas com potencial de retorno superior a longo prazo).

Procurámos deixar clara a importância de começar a poupar já hoje para a sua reforma. O melhor de tudo isto é que é possível concretizar os seus sonhos com um esforço reduzido, desde que aposte nos melhores produtos e estratégias para o seu dinheiro!

Administrador

Coordenador de Marketing na Real Vida Seguros
Especialista em Comunicação Multicanal e Literacia Financeira

Profissional com uma década de experiência no setor dos Seguros, com atuação estratégica em Marketing e Inovação Digital. A sua missão é aproximar os seguros das reais necessidades das pessoas, através de campanhas que informam, protegem e transformam vidas.

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